Notícia

11 de Outubro de 2019

Produção sustentável de alimentos sim!

A Companhia Nacional de Abastecimento (CONAB) divulgou nos últimos dias a previsão da safra de grãos 2018/2019. São 242 milhões de toneladas. Um recorde. Há 30 anos, nosso país produziu 58 milhões de toneladas. Os ganhos são espetaculares em termos de oferta de alimentos (quase 400% a mais) e produtividade (mais de 200%). A área plantada cresceu apenas 90% nesse período.

Os números do agro brasileiro são expressivos em outras culturas. Os exemplos são vários. Em 1981, o país produzia pouco mais de 120 milhões de toneladas/ano de cana de açúcar. Em 2019, são 621 milhões de toneladas. Nesse período, a produtividade média saltou de 45 t/ha para mais de 75 t/ha.

Em proteína animal também somos vencedores na produção. Há duas décadas, o Brasil exportava 600 mil t de carne de frangos. Este ano, estão sendo embarcadas 4,25 milhões de toneladas. A produção dessa proteína também disparou de 1,8 milhão/t (1981) para 13,2 milhões/t (2019): quase 10 vezes mais.

Além de um dos maiores produtores mundiais de alimentos, o Brasil é um campeão de produção sustentável.

Os dados são da Embrapa Territorial. Nada menos do que 66,3% do território nacional são dedicados à preservação, à proteção de vegetação nativa e às terras indígenas. Estamos falando em 563,7 milhões de hectares, de uma área total de 850,3 milhões de hectares. Nenhum país do mundo se mostrou até agora semelhante fortaleza e preservador como o Brasil.

Somente 7,8% da área do país são utilizados para lavouras. A pecuária ocupa 21,2% da área total.

Em outras palavras, mais de 6 em cada 10 m2 nunca foram tocados, comprovando que o Brasil é comprometido com a proteção do meio ambiente. Além disso, é importante destacar o resgate de carbono por conta da produção animal extensiva, informação sempre negligenciada pelas estatísticas, assim como tantas tecnologias que economizam bilhões em fixação de nitrogênio ou manejo exemplar de floresta, pecuária e lavoura integrada.

A título de comparação, os Estados Unidos (maior produtor mundial de alimentos) preservam somente 20% do seu território, informa a Embrapa Monitoramento por Satélites. A situação na Europa também é dramática. De acordo com o Actualitix, publicação especializada em estatísticas globais, o Reino Unido preserva somente 13% de sua área, França e Itália 31%, Alemanha e Noruega 33%, entre outros.

Somos fortes no mercado nacional e com presença cada vez mais crescente no comércio internacional.

Segundo a FAO, órgão das Nações Unidas para a Alimentação, a produção mundial de alimentos precisa dobrar de tamanho até 2050. Nosso país está cumprindo sua parte, não apenas em produção de alimentos, mas também em contribuição para saciar a fome da crescente população mundial.

Devemos nos orgulhar de ser o 4º maior exportador mundial de produtos de origem animal e vegetal. Vendemos para 162 países, de acordo com o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), e ultrapassamos a barreira dos US$ 100 bilhões em exportações de produtos agropecuários em 2018.

Para atender ao mercado doméstico e internacional, o produtor brasileiro trabalha de sol a sol, respeitando a legislação ambiental e as boas práticas.

O produtor segue as normas do Código Florestal, aprovado em 2012 e um dos mais rígidos do mundo. As áreas protegidas são de 20% do total das propriedades rurais na maior parte do país, incluindo centro-sul e campos gerais, 35% nos cerrados e 80% em áreas de florestas da Amazônia Legal.

Segundo o Código, as Áreas de Preservação Permanente (APPs) têm a função de preservar locais frágeis como beiras de rios, topos de morros e encostas, que não podem ser desmatados para não causar erosões e deslizamentos, além de proteger nascentes, fauna, flora e biodiversidade, entre outros.

Mais um motivo de orgulho do produtor brasileiro: segundo estimativas da Embrapa, a área de Reserva Legal e Preservação Permanente representam patrimônio imobilizado de R$ 3 trilhões. É preciso reconhecer esse importante papel do produtor e não criminalizar um setor devido ao mau uso do manejo de queimadas de alguns ou mesmo à ação indiscriminada de exploradores das mais diferentes áreas. Qual pais do mundo tem este volume de área protegida?

Há no Brasil mais de 5 milhões de propriedades rurais espalhadas pelos 5.701 municípios. Em todas as cidades, há pelo menos uma atividade produtiva.

Também somos fortes na geração de empregos diretos. São mais de 7 milhões de postos de trabalho ligados ao campo, informa o IBGE.

A 7ª Pesquisa Hábitos do Produtor Rural, da Associação Brasileira de Marketing Rural e Agronegócio (ABMRA), ajuda a elucidar um pouco mais o perfil do homem do campo.

. Os jovens estão mais presentes nas decisões de propriedade rural. A pesquisa comprova que, entre 2013 e 2017, a idade média destes decisores caiu de 48 anos para 46,5 anos.

. O produtor rural está cada vez mais preparado, reflexo direto da chegada dos mais jovens a posições de decisão na propriedade juntamente com os pais. Isso ocorre porque, em média, 26% destes jovens têm curso superior completo, em comparação aos pais e avôs (apenas 12%).

. A mulher está cada vez mais presente no campo. Quase 1/3 das propriedades apresenta mulheres em posições de gestão e decisão.

. O produtor rural está cada vez mais conectado. Na mais recente pesquisa, 61% dos produtores rurais disseram ter smartphone, salto de 44 pontos percentuais em relação à pesquisa anterior (2013).

O agronegócio nacional é um gigante e cumpre muito bem o seu papel como fornecedor de alimentos para o Brasil e para o mundo.

O desafio maior é comunicar para a sociedade esses números fantásticos e sua contribuição para a produção com qualidade, segurança e respeito às pessoas e ao meio ambiente.

Esse é o nosso compromisso com os brasileiros. O Brasil tem muito o que se orgulhar do agronegócio.

Ao longo dos últimos 40 anos, a Associação Brasileira de Marketing Rural e Agronegócio (ABMRA) orgulha-se de ter contribuído com para fortalecer a imagem do Agro do Brasil, com pesquisas, eventos e premiação de casos de sucesso.

A entidade está à disposição de todos os agentes para trocar experiências sobre a boa gestão da comunicação e como isso afeta positivamente produtos, serviços e a imagem de todo um país.

Fonte: Agrolink

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