Notícia

15 de Outubro de 2019

Mulheres que inspiram o agronegócio

Que as mulheres estão ganhando e merecendo o seu espaço é inquestionável. No agronegócio não é diferente, a cada dia, elas estão ocupando mais cargos, gerenciando e administrando tarefas que antigamente eram comandadas por homens. As mulheres inspiram o setor, mas ainda existem barreiras que as impedem de ter uma participação plena e bem-sucedida no agronegócio. Um estudo realizado em 17 países feito pela Corteva AgriscienceTM, entrevistou 4.157 produtoras rurais que vivem realidades distintas em cinco continentes diferentes, 433 delas no Brasil. De acordo com a pesquisa, 90% das brasileiras têm muito orgulho de trabalhar no campo ou na indústria agrícola, número que excede a média global de países incluídos na pesquisa. O levantamento também mostra que elas sentem que suas contribuições são fundamentais para alimentar e apoiar suas famílias, comunidades e sociedade.

No Brasil, 78% das mulheres acreditam que existe discriminação de gênero (mais do que a média global, que é de 66%). Além disso, 63% das brasileiras disseram que atualmente existe menos discriminação do que há 10 anos e 44% consideram que o País levará, em média, de uma a três décadas para alcançar equidade entre os gêneros. Um dado que chamou atenção é que quase 50% das brasileiras relatam ganhar menos do que os homens. Importante destacar que no Brasil esta percepção é pior do que nos demais países, cuja média é de 40%.

Outro dado revelado na pesquisa aponta que 89% das mulheres no Brasil gostariam de ter mais acesso a treinamentos. Na América Latina, em países como México e Argentina, os números são semelhantes, 86% e 84%, respectivamente. Ainda sobre educação, 87% das brasileiras e mexicanas gostariam de ampliar seu nível de formação acadêmica. As argentinas aparecem logo depois, com 85%.A relevância da mulher no agronegócio é uma bandeira que a Corteva levanta globalmente. Por meio dessas ações em celebração ao Dia Internacional da Mulher Rural, que é comemorado no dia 15 de outubro, queremos colaborar para aumentar a visibilidade da mulher no setor e para que tenham condições de desempenhar seu ofício com todos os direitos garantidos”, explica Vivian Bialski, diretora de Comunicação da Corteva para América Latina. “Orgulho nem sempre reflete satisfação, e os dados provam do estudo provam que precisamos melhorar em muitos aspectos. A nossa pesquisa foi feita para tentar entende-las e assim poder atende-las – nossa principal ação com os frutos diretos do estudo, foi a Academia de Liderança das Mulheres do Agronegócio, um programa que trouxe mais informação e educação”, ressalta a diretora de Comunicação.

A primeira turma da Academia se formou no dia 08 de outubro. Foram 20 mulheres, produtoras rurais, administradoras e que trabalham com atividades técnicas. A Academia de Liderança das Mulheres do Agronegócio trabalhou com três módulos: a propriedade e o mundo - de que maneira o mercado impacta na gestão da propriedade, o poder – defesa de interesses coletivos e liderança feminina – a mulher como representante do agro.

“Participar da Academia foi fantástico, foi uma troca de experiências muito grande e essa troca é o que faz a diferença no agronegócio. Tivemos uma união entre as mulheres – que agregou positivamente em todos os aspectos. Hoje já vivemos um momento em que todos estão percebendo a diferença que uma mulher faz, pela sensibilidade e pela maneira de tratar assuntos – temos uma visão mais ampla”, salienta Rosi Cerrato, produtora rural e participante da Academia de Mulheres da Corteva.

Como derrubar essas barreiras e alcançar a equidade?

-A maioria das mulheres relatou progresso em direção à equidade de gênero, mas 72% das entrevistadas disseram que levará de uma a três décadas para atingir a igualdade plena. Cinco ações-chave, de acordo com as produtoras rurais, foram identificadas para remover os obstáculos à equidade:
-Mais treinamento em tecnologia (citado por 80%)
-Mais educação acadêmica (citado por 79%)
-Mais apoio – jurídico e de outras formas - para ajudar as mulheres na agricultura que sofrem discriminação de gênero (citado por 76%)
-Comunicar mais amplamente (ao público em geral) os sucessos e contribuições das mulheres na agricultura (citado por 75%)
-Sensibilizar o público para a discriminação de gênero na agricultura (citado por 74%)

Saiba mais sobre o estudo:

Dados gerais da pesquisa

- Realizada entre agosto e setembro de 2018.
- Entrevistou 4.157 mulheres em 17 países distribuídas entre Ásia-Pacífico (24%), América do Norte (21%), América Latina (21%), Europa (19%) e África (15%).
- A maioria das mulheres entrevistadas trabalha com agricultura ou está envolvida em outras atividades relacionadas ao agronegócio.
- Dentre as entrevistadas estão: mulheres que comandam pequenas propriedades familiares até aquelas que têm empresas com mais de 300 funcionários.
- Os cargos das entrevistadas variam de proprietárias e gerentes, a funcionárias e trabalhadoras.
- A média da faixa etária das entrevistadas é de 34 anos.
- Países pesquisados: Ásia e Oceania - China, Índia, Indonésia, Austrália; América do Norte - EUA, Canadá; LATAM - Brasil, México, Argentina; EUROPA - França, Alemanha, Itália, Espanha, Reino Unido; ÁFRICA - Quênia, Nigéria, África do Sul.
- 58% das entrevistadas se diz feliz com seu trabalho, mas 51% diz que não é reconhecida, 41% não considera que tem voz ativa no negócio e 43% sente que pode tomar decisões sozinha.

Pesquisa – recorte Brasil

- 78% acreditam que existe discriminação de gênero no Brasil (mais do que a média global, que é de 66%).
- 80% das mulheres que responderam à pesquisa estão na faixa etária entre 20 e 39 anos.
- Maior parte das entrevistadas é dona ou sócia-proprietária (44%), 24% são funcionárias, 18% gerentes e 12% supervisoras.
- 55% são pequenas produtoras (de 01 a 19 funcionários).
- 90% têm muito orgulho do ofício no Brasil (mais do que a média global de 70%).
- 63% das brasileiras acreditam que atualmente existe menos discriminação do que há 10 anos (dentro da média global).
- 44% das brasileiras consideram que o País levará em média de uma a três décadas para alcançar equidade entre os gêneros.
- 49% dizem que ganham menos que os homens.
- 42% dizem que têm menos acesso a financiamento do que os homens.
- Para as produtoras brasileiras, família e estabilidade financeira estão no topo das preocupações. Por mais que tenham orgulho do que fazem, o trabalho aparece como uma das últimas prioridades.

Fonte: Agrolink

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